Da sala de aula ao palco: professor Beto Calil inspira alunos com experiência e persistência na viola
Uma aula diferente, marcada pela surpresa, pela música e por uma importante lição sobre o tempo necessário para construir conhecimento e experiência.
ORQUESTRA DE VIOLA DAS MONTANHAS
9/11/20262 min read


Na última aula de viola do Instituto Cultural das Montanhas, os alunos viveram um momento especial preparado pelo professor José Roberto de Matos, o Beto Calil. Além ensinar ritmos e técnicas, o professor encontrou uma maneira criativa de mostrar, na prática, que o aprendizado musical é construído com persistência, dedicação e comprometimento. Para isso, Beto levou à aula um convidado muito especial: um artista que também é um aprendiz, já profissional de viola há 14 anos, Fabricio Dias. Contou também com a presença do seu irmão, músico, André Matos. Mas, antes de revelar sua identidade, o professor preparou uma pequena encenação. O músico foi apresentado aos alunos como se fosse um iniciante que estava tendo seus primeiros contatos com a viola.
A brincadeira começou com Beto perguntando se o “novo aluno” conhecia determinados ritmos. Um a um, os ritmos foram sendo apresentados — e, para surpresa dos alunos, o convidado demonstrava domínio e segurança, inclusive reconhecendo-os apenas pela observação. Aos poucos, a brincadeira foi ganhando outro significado. O que parecia ser apenas uma dinâmica descontraída de sala de aula se transformou em uma demonstração concreta de onde a dedicação pode levar. Até que o professor revelou: aquele não era um aluno novo. Era um artista com 14 anos de trajetória na viola, que em breve estará no palco do FENAVIVAR – Festival Nacional de Viola, realizado na comunidade de Vargedo, em Afonso Cláudio, um dos importantes encontros culturais do município.
A revelação provocou surpresa, risadas e muita descontração entre os alunos. Na sequência, o artista e André Matos, irmão e dupla de viola do professor Beto, ainda compartilharam algumas músicas e prévias do repertório que será apresentado no festival, proporcionando aos estudantes um contato ainda mais próximo com a prática musical.
A iniciativa de Beto Calil teve um propósito que ultrapassa o conteúdo trabalhado em sala. Ao levar um músico experiente para conversar e tocar com os alunos, o professor mostrou que ninguém começa pronto. O domínio que hoje impressiona é resultado de anos de prática, erros, tentativas, persistência e presença constante nas aulas.










